Vocação a Vida Religiosa

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A Vocação, esse chamado de Deus, é um chamado também para a Vida Religiosa: a vida religiosa consagrada a Deus. A mulher e o homem não foram feitos somente para o casamento, para procriar; eles foram feitos para amar, adorar, servir, louvar a Deus nesta vida e depois no Céu.

 

 

A Vida Religiosa é isto aí: é viver o Céu hoje, é antecipar a vida do Céu aqui na terra. A vida religiosa consagrada nos faz experimentar a vida dos anjos, dos santos, a vida daqueles que deixaram tudo e se entregaram ao Amor de Deus.

 

Ser religiosa ou ser religioso quer dizer estar a serviço de Deus, separados das coisas que são do mundo e que não são do agrado ou do serviço de Deus.

 

O mundo é bom, é belo, é lindo; mas existe um caminho para usar as coisas do mundo como se não fôssemos deste mundo. E esse caminho é o da vida religiosa.

 

Assim como o cálice consagrado não pode ser colocado ao uso comum dos fiéis – eu não posso tirar o cálice no qual o Sacerdote consagra o vinho e leve-lo para minha copa ou cozinha e tomar nele água, refrigerante, suco ou qualquer outra coisa, porque ele é separado, ele é consagrado para aquele uso das coisas de Deus, para a liturgia, para a Consagração – assim é a vida religiosa: a consagração da mulher ou do homem pelos votos, os votos de porbreza, castidade e obediência é uma vida de separação.

 

Pelo voto de pobreza eu me separo das coisas do mundo, das coisas materiais; eu tiro meu coração da cobiça, da ambição, da avareza, e coloco no meu coração – não sou eu quem coloco, é o próprio Deus, mas Ele dá liberdade –, e meu coração se enche das coisas de Deus, dos tesouros de Deus.

 

Pelo voto de obediência eu me coloco a serviço de Deus com uma linguagem que é uma linguagem de amor. A pessoa que obedece não perde a sua personalidade, mas coloca toda a sua personalidade a serviço do Reino, a serviço de Deus, tendo simplesmente o desejo de estar orientada por uma voz que seja diferente da sua: a voz do seu superior, a voz da Igreja, a voz de Deus.

 

E pelo voto da castidade o homem e a mulher renunciam a tudo o que é carnal, a satisfação da própria relação sexual, a procriação, a um amor humano, simplesmente carnal, para viver um amor puro, uma amor fora das coisas humanas desta terra. Esse amor é o próprio Deus, próprio daqueles que já estão com Ele. Pelo voto da castidade, eu não renuncio simplesmente, mas consagro todas as forças do meu ser para uma causa maior; eu deixo de ser mãe de três, quatro filhos, para ser mãe espiritual de milhões de homens, de mulheres, de crianças que precisam do meu amor.

 

] É lindo, é belo ser religioso. É lindo, é belo ser religiosa, ser mãe não só de um, mas de milhões de homens. É muito confortante, é muito consolador.

 

A você que tem filhos, deixe seus filhos seguirem o caminho da consagração a Deus. Não ponha obstáculos quando um jovem, uma jovem procura a vida consagrada.

 

Deixe que no seu coração surja e se desenvolva esse grande chamado para ser separado das coisas que não são de Deus, ou que não levam para Ele, para viver uma vida totalmente voltada ao amor d´Ele, ao amor das coisas ou das pessoas que são consagradas à Ele.

 

“A vida consagrada, profundamente arraigada nos exemplos e ensinamentos de Cristo Senhor, é um dom de Deus Pai à sua Igreja, por meio do Espírito.”

 


Exortação Apóstólica Vita Consecrata do Papa João Paulo II

 

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